quinta-feira, 22 de abril de 2010

Filho do tempo














Dizem-me
Entre cerrados labirintos,
Que o filho mais novo do tempo
Dá mais trabalho ao pai..
É o que arrebenta e desperta mais dores surdas.
Falo por enigmas frios
Com respostas incalculáveis.

Apercebo-me tarde demais,
Quando venho a mim,
Reparo que sempre marquei encontros
Com peripécias e jamais,
A glória do segundo estado poderá 
Ser como a do primeiro.

Esqueci apenas,
Para me tentar enganar a mim mesma mas,
A verdade é que encandeia-me
E o meu ser
Não se enjoa e procura outra e mais outra vez,
Mesmo passando por 
 consecutivos e esbugalhados choros,
Mesmo só pelo venerar..
Nem que seja na distancia, que ganha voz.










Esther_

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